Faz doze anos que o relógio do futebol feminino português anda ao ritmo de Francisco Neto. Desde 25 de fevereiro de 2014, a Seleção Nacional encontrou nele uma constante rara num panorama onde a rotatividade costuma ser regra.

Natural de Viseu e hoje com 44 anos, Neto assumiu o comando da Seleção Nacional Feminina A de Portugal numa fase ainda embrionária do projeto. Doze anos depois, o seu nome surge no topo da lista dos selecionadores femininos séniores em funções há mais tempo no espaço UEFA, superando praticamente toda a concorrência atual, numa longevidade apenas comparável a ciclos já encerrados noutros países europeus.
O caminho feito não se mede apenas em anos, mas sobretudo em marcos históricos. Sob a sua liderança, Portugal passou a frequentar palcos que durante décadas pareceram distantes: três presenças em fases finais do Campeonato da Europa Feminino, 2017, 2022 e 2025 assim como uma estreia absoluta num Campeonato do Mundo, em 2023 onde a prestação foi positiva, surpreendente e consolidou o crescimento da equipa no contexto internacional.
Em números, o percurso traduz-se em 156 jogos oficiais no banco nacional. O balanço revela 62 vitórias, 30 empates e 64 derrotas um retrato fiel de um trajeto feito entre desafios exigentes, aprendizagem constante e afirmação gradual.
Mais do que estatísticas, estes doze anos contam a história de um projeto sustentado. E o futuro parece seguir a mesma linha: após o Europeu de 2025, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol deixou clara a intenção de manter Francisco Neto à frente da seleção, apontando já ao horizonte de 2029. Um sinal de confiança num ciclo que continua a escrever-se, jogo após jogo.






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