A tarde de domingo prometia futebol, mas acabou dominada pela incerteza. A Liga MX Femenil decidiu adiar o Clásico do México entre Chivas Guadalajara e América, agendado para o Estádio Akron, depois de a região de Guadalajara entrar num estado de alerta máximo por razões de segurança.

Foto: Reprodução Internet



O cancelamento surgiu na sequência de uma operação federal no estado de Jalisco que resultou na captura ou abatimento de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cártel Jalisco Nueva Generación. A ação desencadeou uma reação imediata de grupos criminosos, com confrontos armados, estradas bloqueadas por veículos incendiados e um ambiente de grande instabilidade em vários pontos da área metropolitana.

Perante o cenário de violência, a organização do campeonato feminino optou por não correr riscos, garantindo que a prioridade é a segurança de atletas, equipas técnicas e adeptos. A nova data para o encontro será anunciada quando existirem condições para o regresso à normalidade.

Os incidentes não se limitaram à capital de Jalisco. Em Aguascalientes, relativamente próxima de Guadalajara, um jogo entre Necaxa e Querétaro chegou a ser interrompido depois de se ouvirem disparos nas imediações do estádio. Após um período de tensão, a partida acabou por ser retomada, mas o episódio reforçou o clima de apreensão vivido no país.

Os acontecimentos ganham ainda maior dimensão tendo em conta que Guadalajara é uma das cidades anfitriãs do Mundial de 2026, estando previsto que o Estádio Akron receba vários encontros da competição. Para já, o futebol ficou em segundo plano, numa cidade onde o som das sirenes substituiu os cânticos das bancadas.

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