O pano caiu no último sábado sobre a Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto, fechando uma época intensa e cheia de histórias para contar. O Magrelos celebrou o título, mas o campeonato deixou muito mais para análise do que apenas a equipa campeã.

Foto: LFIP



Entre números e desempenhos individuais, houve destaques que marcaram a prova.No plano individual e no capítulo dos golos , Sara Freitas afirmou-se como a grande referência ofensiva da competição. Com um instinto goleador apurado, terminou a época como melhor marcadora, somando 16 golos em 12 jogos, sendo decisiva em vários momentos-chave do campeonato.

Renata Moreira foi também um caso singular ao longo da época. Em dez jogos realizados, sofreu apenas cinco golos e ainda encontrou tempo para contribuir no ataque, apontando quatro tentos. Um rendimento ainda mais impressionante tendo em conta que a atleta começou o ano com uma lesão que a afastou das quadras durante cerca de um mês e meio.

Criado nesta temporada, o LFIP liderado pelo técnico Telmo Ferreira entrou na competição sem histórico, mas rapidamente se afirmou. Liderou a classificação durante grande parte do campeonato, discutiu o título até aos instantes finais e, apesar de não ter levantado o troféu, terminou como a única equipa invicta da prova. Um percurso que espelha organização, espírito de grupo e maturidade competitiva pouco comum numa equipa estreante, justificando plenamente o rótulo de equipa revelação da distrital.

Na Taça de Portugal, o trajeto terminou na terceira eliminatória, depois de uma eliminação honrosa frente ao Águias de Santa Marta, formação do principal escalão nacional. Uma despedida sem deslumbramento, mas com a certeza de que esta época foi apenas o primeiro capítulo de um projeto que promete dar que falar.

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