O pavilhão da escola EB 2/3 do Viso, no Porto, foi palco, este sábado, de uma noite decisiva no futsal feminino, com a realização da final da Divisão de Honra da AF Porto.



A última jornada colocava frente a frente duas equipas com ambições bem definidas. O Magrelos, oriundo do Marco de Canaveses, chegava na liderança da tabela, beneficiando do empate do LFIP na ronda anterior. À formação da casa só a vitória interessava para sonhar com o título.

O jogo abriu com a intensidade esperada de uma final. Bancadas cheias, vozes bem audíveis e um duelo marcado por entrega total e competitividade saudável. O primeiro momento de festa pertenceu ao LFIP, numa jogada iniciada pela guarda-redes Renata Moreira a bola chegou à frente de ataque e foi convertida sem hesitações, inaugurando o marcador.

A guardiã do LFIP que foi um dos nomes  danoite fprotagonizou uma exibição segura e de enorme personalidade, especialmente tendo em conta que regressava à competição após uma paragem por lesão. Para além de estar na origem do primeiro golo da equipa da casa, com um passe preciso a lançar o ataque, destacou-se pela frieza entre os postes, pelos reflexos apurados e pela capacidade de transmitir confiança ao coletivo.



A vantagem, porém, foi de curta duração. A resposta do Magrelos surgiu rapidamente, com Vânia, camisola 10, a levar a melhor num duelo individual e a restabelecer a igualdade. Até ao intervalo, a equipa da casa assumiu maior iniciativa ofensiva, enquanto as visitantes, mais confortáveis com o cenário, apostavam na solidez física e no controlo emocional do jogo.

No regresso dos balneários, o Magrelos conseguiu impor-se com maior consistência, instalando-se com frequência no meio-campo adversário e criando perigo. Ainda assim, as ocasiões mais flagrantes continuaram a surgir para o LFIP, que voltou a desperdiçar oportunidades claras, incluindo um lance em que Mariana cruzou para a área sem encontrar desvio final.

Como tantas vezes acontece no futsal, a ineficácia acabou por cobrar o seu preço. O Magrelos chegou à vantagem, mas o LFIP respondeu pouco depois, com Mariana a converter um livre de seis metros. O empate, no entanto, servia os interesses das visitantes, que geriram os minutos finais com maturidade.

Apesar da pressão final do LFIP, o Magrelos manteve a serenidade e confirmou a conquista do campeonato. Para a equipa da casa, fica a frustração do resultado, mas também um feito notável: na sua primeira época de existência, terminou em segundo lugar e discutiu o título até ao último jogo, depois de grande parte da prova passada na liderança. Um desfecho agridoce, mas cheio de sinais promissores para o futuro.

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