A noite europeia na Luz ficou marcada por um episódio que ultrapassou o futebol. Pouco depois do regresso dos balneários o jogo entre Benfica e Real Madrid entrou num compasso de espera forçado, após uma denúncia de alegado racismo em pleno relvado.

Corria o minuto 50 quando Vinícius Júnior, acabado de marcar, festejou junto a um dos cantos do campo. A celebração gerou desconforto imediato: primeiro um aviso do árbitro, depois um cartão amarelo, numa sequência que inflamou ainda mais os ânimos. À volta do internacional brasileiro formou-se rapidamente um aglomerado de jogadores do Benfica, com palavras trocadas em tom elevado.
No centro da discussão surgiu Gianluca Prestianni, apontado por Vinícius como autor de expressões de cariz racial. O avançado do Real Madrid afastou-se do grupo e dirigiu-se de imediato ao juiz da partida, visivelmente exaltado, para relatar o que alegadamente estava a ouvir. Segundo o brasileiro o jogador argentino da equipa encarnada chamou-o de macaco enquanto tapava a bica com a camisola.
Perante a comunicação do jogador, o árbitro francês François Letexier aplicou o procedimento previsto, cruzando os braços em forma de X e interrompendo o encontro. O gesto assinalou o arranque do protocolo antirracismo definido pela UEFA, obrigando à paragem do jogo e à avaliação da situação.
Nas bancadas do Estádio da Luz, o ambiente mudou subitamente: do ruído habitual passou-se a um silêncio tenso, enquanto jogadores e equipas técnicas aguardavam indicações. Já no retomar do encontro os próprios adeptos da equipa da casa assobiaram sempre que a bola chegava aos pés de Vinicius Junior e Mbappe
Mais uma vez, o futebol viu-se confrontado com um problema que insiste em regressar aos grandes palcos e que continua a exigir respostas firmes dentro e fora das quatro linhas






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