O Arsenal voltou a marcar posição no campeonato feminino ao impor ao Manchester City a sua segunda derrota da época na liga, num jogo decidido por detalhes, maturidade táctica e eficácia no momento certo.

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As londrinas apresentaram-se com uma alteração forçada na baliza: Daphne van Domselaar assumiu a titularidade após a lesão de Anneke Borbe. No ataque, Caitlin Foord foi lançada de início devido à ausência de Stina Blackstenius, enquanto Barbora Votikova, recém-chegada, figurou pela primeira vez no banco.  O sector defensivo e o meio-campo mantiveram-se estáveis, com Beth Mead, Alessia Russo e Olivia Smith a acompanharem Foord na frente.

A aposta de Renée Slegers revelou-se decisiva. Olivia Smith surgiu pela primeira vez como referência central no ataque e não desperdiçou a oportunidade. Aos 17 minutos, um lance de rara qualidade começou nos pés de Mariona Caldentey, passou por Kim Little e terminou com Smith a contornar a defesa e a guarda-redes adversária, inaugurando o marcador com frieza.

O primeiro tempo teve momentos repartidos, com tentativas de parte a parte, mas o Arsenal mostrou-se mais perigoso. Russo esteve perto de ampliar, Mariona tentou de voleio e Foord arriscou de longe, obrigando Ayaka Yamashita a manter o City em jogo.

Na segunda parte, o ritmo baixou, mas o controlo manteve-se do lado das anfitriãs. O City tentou reagir, sobretudo através de Khadija Shaw, mas encontrou sempre uma defesa organizada. As substituições deram frescura à equipa londrina, que soube gerir a vantagem até ao apito final, mesmo com seis minutos de compensação.

O resultado ganha ainda mais peso tendo em conta o contexto: o Manchester City não perdia desde a jornada inaugural e chegava ao Emirates como líder destacado. Apesar da derrota, mantém a liderança, agora com oito pontos de avanço sobre o United. O Arsenal, por sua vez, sobe ao pódio da tabela, ultrapassando o Chelsea e relançando a luta pelos lugares cimeiros.

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