O Barcelona voltou a sorrir em campo e, mais uma vez, contou com o toque decisivo de Kika Nazareth. A internacional portuguesa deixou a sua marca numa vitória construída num contexto exigente, tanto emocional como desportivo, e fez questão de transformar o golo num gesto de solidariedade.

Antes do apito inicial, o ambiente foi de respeito e união. Na habitual fotografia de equipa, as jogadoras exibiram as camisolas de Laia Aleixandri, que sofreu uma rotura do ligamento cruzado anterior esta semana, e de Marta Torrejón, ausente devido ao falecimento do pai. Um momento simbólico que marcou o tom de uma noite especial.
Com um boletim clínico cheio e várias ausências de peso, Alexia Putellas, Aitana Bonmatí, Mapi León e Laia Aleixandri lesionadas, além de Irene Paredes e Marta Torrejón indisponíveis, Pere Romeu foi obrigado a reinventar o onze inicial. O treinador recorreu ao banco e à formação da casa, aproveitando também para poupar algumas habituais titulares, como Cata Coll, Ewa Pajor, Patri Guijarro e Clàudia Pina.
Sem muitas das referências habituais e com apenas Graham Hansen e Ona Batlle como figuras mais experientes, o Barcelona apresentou uma equipa jovem, com uma média de idades a rondar os 21,9 anos. Um onze que, apesar da inexperiência, deixou claro que o futuro do clube está bem entregue.
A primeira parte foi tudo menos simples. Faltou fluidez, houve alguma ansiedade e dificuldade em impor o jogo habitual do campeão espanhol. No entanto, o intervalo fez bem às catalãs, que regressaram dos balneários com outra energia.
E o impacto foi imediato. Em apenas seis minutos, o Barcelona resolveu o encontro. Aos 50, Graham Hansen abriu espaço e assistiu Carla Júlia Martínez para o primeiro golo. Aos 52, Vicky López encontrou Kika Nazareth, que não perdoou e fez o segundo. A portuguesa soma agora 14 participações diretas em golos esta época, oito golos e seis assistências, confirmando que é uma aposta segura sempre que surge no onze inicial.
Na celebração, Kika desenhou um “L” com as mãos, numa homenagem sentida a Laia Aleixandri, repetindo um gesto que já tinha feito noutras ocasiões em apoio a colegas lesionadas. Aos 56 minutos, Vicky López voltou a estar em destaque, desta vez como finalizadora, fechando o resultado em 3-0.

Uma vitória construída com talento, juventude e, acima de tudo, espírito de equipa.





Deixe um comentário