O relvado do Seixal começa a ganhar um novo significado para o Benfica feminino. Depois de meses marcados pela incerteza e pelo silêncio das longas recuperações, há finalmente sinais animadores

Agosto revelou-se particularmente cruel para a equipa encarnada. O arranque da temporada ficou desde logo comprometido com a grave lesão de Ana Borges. A internacional portuguesa, recém-chegada à Luz, sofreu uma rotura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, situação que a obrigou a intervenção cirúrgica e a um prolongado período de reabilitação, afastada dos relvados e da dinâmica do grupo.
Quando o mês se aproximava do fim, surgiu novo revés. Andreia Norton voltou a enfrentar problemas físicos sérios, desta vez no joelho direito. A jogadora sofreu uma lesão condral e teve ainda de ser submetida a uma cirurgia de revisão da ligamentoplastia do ligamento cruzado anterior, aumentando as preocupações no seio da estrutura benfiquista.
Seis meses depois, o cenário começa a mudar. As duas atletas já trabalham em campo, integradas nos exercícios coletivos, sinal claro de que a fase mais dura da recuperação ficou para trás. O regresso à competição ainda está um pouco distante mas a evolução é positiva e a confiança cresce a cada sessão
Para o Benfica, trata-se de um reforço interno de peso. Para Norton e Borges, é o culminar de um percurso exigente, feito de resiliência, paciência e esperança. O reencontro com o relvado é, agora, mais do que simbólico: é o prenúncio de um regresso cada vez mais próximo.





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