A Marinha Grande vai ter de esperar mais algum tempo pelo som dos motores. O Rali Vidreiro, prova emblemática do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), foi adiado para novembro na sequência dos graves estragos provocados pela recente tempestade que assolou o país, com particular intensidade no distrito de Leiria.

Tradicionalmente, o Rali Vidreiro encerrava a época e servia de palco à consagração do campeão nacional. Para 2026, essa lógica já tinha sido alterada aquando da apresentação do calendário, com a prova da Marinha Grande a trocar de lugar com o Rali Casinos do Algarve, passando a integrar uma fase diferente do campeonato. No entanto, os planos acabaram por ser novamente revistos.
A temporada estava prevista arrancar a 5 de março, mas a violência do mau tempo deixou um rasto de destruição significativo na Marinha Grande, tornando inviável a realização do evento nas condições necessárias de segurança e logística. Perante este cenário, a FPAK, em conjunto com os organizadores, decidiu adiar a prova.
Assim, o Rali Vidreiro regressa ao seu papel simbólico e voltará a ser disputado no final do ano, em novembro, assumindo novamente a responsabilidade de fechar o campeonato e, possivelmente, coroar o vencedor do CPR.
Mais do que calendários e classificações, este é um momento de pausa e reflexão. As prioridades passam agora pelo apoio às populações afetadas e pela recuperação de uma região duramente atingida. O desporto motorizado saberá esperar.
Quando os motores voltarem a ecoar pelas estradas da Marinha Grande, será também um sinal de renascimento. Um regresso carregado de significado para uma das praças mais marcantes do rali nacional.






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