No relvado de Manchester viveu-se uma noite que pode marcar a época da WSL. O Manchester City não deu hipóteses ao Chelsea e aplicou uma goleada expressiva por 5-1, um resultado que não só reforça a liderança das citizens como aprofunda o momento delicado vivido pelas londrinas.

Foto: Manchester City Womens via Instagram



Com este triunfo, o City isola-se ainda mais no topo da tabela, passando a somar mais 11 pontos do que o Manchester United, agora segundo classificado. Do outro lado, o Chelsea atravessa uma das fases mais sombrias dos últimos anos: terceira derrota no campeonato, queda para o terceiro lugar e a ameaça iminente de descer para quarto caso o Arsenal vença o jogo em atraso.

A temporada do Manchester City Women tem sido praticamente irrepreensível. Em 20 jornadas, a equipa soma apenas duas derrotas ambas frente ao próprio Chelsea, uma na ronda inaugural da liga e outra, recentemente, na Taça da Liga. Um contraste evidente com épocas anteriores e um sinal claro de que o domínio absoluto do Chelsea, campeão seis vezes consecutivas, está seriamente ameaçado. Recorde-se que o City não conquista o título há precisamente uma década.

O jogo começou com um golpe madrugador. Após um canto mal afastado pela defesa visitante, o remate de Kerolin sofreu um desvio e acabou no fundo das redes. O Chelsea ainda sonhou com a resposta rápida, mas o golo de Wieke Kaptein foi anulado por fora de jogo. Apesar de algumas boas intervenções da guarda-redes Ayaka Yamashita, as anfitriãs mantiveram o controlo.

Vivianne Miedema voltou a ser decisiva, servindo Khadija Shaw, que ganhou posição e finalizou com classe para o 2-0. No início da segunda parte, Kerolin voltou a brilhar num contra-ataque fulminante, fazendo o terceiro, antes de completar o hat-trick pouco depois, após cruzamento de Lauren Hemp.

O Chelsea reduziu por Alyssa Thompson, mas já perto do final Miedema fechou as contas de cabeça, na sequência de um canto, selando uma vitória histórica que pode ser determinante na luta pelo título.

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