Portugal escreveu mais uma página dourada no andebol europeu ao terminar o Campeonato da Europa de 2026 no quinto lugar, a melhor classificação de sempre da Seleção Nacional na competição. O desfecho não podia ter sido mais simbólico: uma vitória arrancada no último suspiro frente à Suécia, por 36-35, decidida por um remate certeiro de Martim Costa quando o cronómetro já quase não respirava.

Foto: Federação de Andebol / Jozo Cabraja (kolektiff)



Na Jyske Bank Boxen, em Herning, os Heróis do Mar entraram sem complexos perante uma das potências históricas da modalidade. O jogo começou a um ritmo vertiginoso, com Portugal a assumir desde cedo a iniciativa ofensiva e a mostrar que queria mais do que discutir o resultado. A Suécia respondeu com a frieza de quem está habituado a estes palcos, equilibrando um encontro que chegou empatado ao intervalo (16-16).

A segunda parte manteve o mesmo guião: ataques dominantes, pouca margem para erro e constantes trocas de liderança no marcador. Portugal revelou maturidade competitiva, sustentada na eficácia ofensiva e na capacidade de resistir nos momentos de maior pressão. Cada golo era respondido, cada vantagem rapidamente anulada, num duelo que prendeu a atenção até ao fim.

O último minuto condensou toda a emoção do Europeu luso. Com o resultado em igualdade, Portugal encontrou em Martim Costa o rosto da coragem. Primeiro colocou a equipa na frente e, depois da resposta imediata sueca, assumiu novamente a responsabilidade. No último segundo, um remate decidido selou uma vitória histórica.

Este quinto lugar supera o sexto alcançado em 2020 e confirma a trajetória ascendente da Seleção Nacional, na sua quarta presença consecutiva em fases finais. Já apurada para o Mundial de 2027, Portugal encerra o Europeu com a certeza de que deixou de ser apenas uma surpresa para passar a ser uma realidade sólida no andebol europeu.

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