O projeto do futebol feminino do FC Porto voltou a dar um passo firme e decidido. Sem hesitações, o clube reforçou a equipa com duas jogadoras de perfis distintos, mas unidas pelo mesmo objetivo: elevar o nível competitivo e acrescentar novas soluções dentro das quatro linhas. O Dragão abriu as portas a uma média dinamarquesa de grande rigor tático e a uma avançada francesa moldada pela exigência do futebol universitário norte-americano.

Foto: FC Porto via Instagram



Uma das novidades vem do Norte da Europa. Laerke Tingleff, média defensiva de 26 anos, chega ao Porto depois de um percurso sólido construído inteiramente na Dinamarca. Natural de Hillerød, cresceu no futebol local e cedo mostrou capacidade para competir ao mais alto nível. No Brøndby, clube onde se estreou como sénior, viveu um dos momentos mais marcantes da carreira ao conquistar o campeonato nacional ainda muito jovem. Apesar de tenra idade já passou por uma lesão de LCA com uma recuperação demorada.

Seguiram-se passagens pelo BSF e pelo Nordsjaelland, sempre com regularidade e rendimento, antes de integrar o Odense BK, equipa pela qual disputou 14 jogos na primeira metade da temporada.

Ao longo do seu crescimento, foi presença assídua nas seleções jovens dinamarquesas, afirmando-se como uma jogadora disciplinada, consistente e de leitura apurada do jogo.

Foto: FC Porto via Instagram



O setor ofensivo também ganhou nova vida com a chegada de Mady Soumare, avançada francesa de 25 anos, que troca os Estados Unidos pela cidade Invicta. Iniciou o percurso em solo francês, onde rapidamente se destacou pela capacidade de finalização e pela facilidade em encontrar o caminho para o golo.

A travessia atlântica levou-a a conciliar o futebol com a formação académica, experiência que marcou profundamente a sua evolução. Na Briar Cliff University, deixou marca imediata: 19 golos e quatro assistências em 20 jogos, números que lhe valeram o estatuto de melhor marcadora da equipa e o prémio de melhor jogadora ofensiva da conferência.

Na derradeira etapa do futebol universitário, participou em 18 encontros, assinou seis golos e fez três assistências, encerrando o ciclo americano com consistência, maturidade e ambição renovada.

Com estas entradas, o FC Porto reforça não apenas o plantel, mas também a sua intenção clara de crescer de forma sustentada no futebol feminino. O Dragão continua a construir, peça a peça, um futuro que quer ser competitivo, sólido e fiel à sua identidade.

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