Foi com autoridade, alma e ambição que a Seleção Nacional A Masculina se despediu do Main Round do EHF Euro 2026. Frente à Espanha, no sempre especial dérbi ibérico, Portugal assinou uma vitória expressiva por 27-35, uma exibição que valeu muito mais do que dois pontos: valeu esperança, afirmação e história em perspetiva.

Foto: Jure Erzen (kolektiff)



Em Herning, os Heróis do Mar entraram sem receios. O arranque foi equilibrado, mas rapidamente a equipa das Quinas tomou conta do jogo. A defesa subiu de tom, o coletivo funcionou como um só e Diogo Valério transformou a baliza portuguesa num verdadeiro cofre-forte, travando sucessivas investidas espanholas e dando confiança ao ataque.

Com o passar dos minutos, Portugal cresceu. Francisco Costa incendiou o jogo com remates exteriores certeiros, a vantagem alargou-se e a Espanha começou a perder clareza. Mesmo quando tentou reagir, encontrou sempre resposta: Iturriza impôs-se nos seis metros, Martim Costa apareceu nos momentos certos e o intervalo chegou com Portugal claramente por cima.

Na segunda parte, longe de abrandar, a equipa nacional mostrou maturidade competitiva. Controlou ritmos, respondeu à pressão espanhola e nunca permitiu que o adversário acreditasse verdadeiramente numa reviravolta. Cada tentativa da “Roja” era travada por uma defesa sólida ou castigada com eficácia ofensiva.

O resultado final espelhou a diferença exibicional. Portugal foi mais forte, mais organizado e mais confiante durante os 60 minutos. Uma vitória categórica que mantém viva a possibilidade da melhor classificação de sempre num Campeonato da Europa.

Agora, as contas fazem-se fora do campo: os olhos estão postos no duelo entre Alemanha e França. Se o cenário for favorável, Portugal lutará pelo 5.º lugar  e garante desde já o apuramento direto para o Mundial de 2027. Seja qual for o desfecho, esta geração já deixou a sua marca.

Foto: Andebol Portugal via Instagram

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