Londres foi palco de nervos à flor da pele, resistência coletiva e um momento decisivo que ficará gravado na memória corinthiana. O Corinthians garantiu, esta quarta-feira, um lugar na final do primeiro Mundial de Clubes Feminino da FIFA, ao derrotar o Gotham FC por 1-0, numa meia-final intensa e de elevado nível competitivo.

Num estádio em Brentford e perante uma equipa norte-americana habituada a dominar com bola, as Brabas apresentaram-se fiéis à sua identidade: solidárias, pacientes e mortíferas quando a oportunidade surge.
Desde o primeiro minuto ficou claro que o duelo seria jogado no limite. O Gotham assumiu as rédeas do encontro, trocando a bola com paciência e tentando empurrar as brasileiras para trás. Do outro lado, o Corinthians aceitou o desafio sem medo, fechou espaços e procurou ferir em saídas rápidas. Cada recuperação de bola era tratada como ouro.
A primeira parte passou-se entre tentativas, travões e promessas de golo que nunca se concretizaram. As norte-americanas insistiam, mas faltava clareza no último toque. As Brabas, mais contidas, apareciam quando menos se esperava, com remates de fora da área e ataques relâmpago que mantinham o jogo em suspense.
Depois do intervalo, o cenário intensificou-se. O Gotham subiu linhas, carregou fisicamente e passou a jogar quase sempre no meio-campo adversário. O Corinthians sofreu, recuou e defendeu como uma só unidade. Lelê segurou quando foi preciso, a defesa bloqueou tudo o que podia ser bloqueado e o relógio parecia andar mais devagar.
Até que, num momento raro quase improvável surgiu a faísca. Um contra-ataque rápido pela ala, um cruzamento milimétrico e a capitã apareceu. Gabi Zanotti, com frieza e instinto, empurrou a bola para o fundo da baliza e mudou o destino da partida. Um toque simples, um impacto gigante.
O final foi de tensão máxima. O Gotham lançou-se com tudo, acumulou bolas paradas, empurrou com o corpo e com a alma. Mas o Corinthians não cedeu. Resistiu até ao último segundo, segurou a vantagem mínima e ouviu o apito final como quem ouve uma libertação.
Com esta vitória, as Brabas avançam para a grande final do Mundial de Clubes, onde enfrentarão o vencedor do duelo entre Arsenal e FAR Rabat, no próximo domingo, 1 de fevereiro. Em Londres, não foi preciso brilhar. Bastou acreditar, sofrer e decidir.






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