Portugal entrou em campo como quem entra para marcar uma era e não apenas um jogo. Bastaram segundos para a Equipa das Quinas mostrar ao que vinha. Da primeira bola parada nasceu o primeiro grito: jogada estudada, Pany a servir e Erick a finalizar. Estava aberto o caminho.

O ritmo foi avassalador. Pressão alta, intensidade máxima, confiança total. Aos quatro minutos, Lúcio quase ampliou com um toque cheio de classe. Pouco depois, a Hungria perdeu a bola onde não podia e pagou caro: Diogo Santos roubou, assistiu, Lúcio marcou. Dois a zero e um domínio absoluto.
Portugal jogava bonito e jogava sério. Criava oportunidades, encostava o adversário e só não ampliava mais cedo por excesso de pontaria afinada… mas não certeira.
A segunda parte trouxe a mesma história e mais golos. Aos 22 minutos, Diogo Santos leu um passe, interceptou e disparou direto para a baliza. Logo depois, Tomás Paçó fez o quarto, numa jogada de pura inteligência coletiva. A Hungria ainda tremeu o poste, mas Portugal nunca perdeu o controlo.
O quinto golo surgiu com assinatura de craque. Frente ao 5×4, Pany pegou na bola, acreditou até ao fim e levou-a literalmente para dentro da baliza. A Hungria ainda reduziu de longe, mas a noite já tinha dono: 5-1 final.
Fora das quatro linhas, também se escreveu história. Bruno Coelho atingiu os 189 jogos pela Seleção, tornando-se o terceiro mais internacional de sempre, ultrapassando Ricardinho e gravando o seu nome entre os imortais do futsal português.
E houve ainda espaço para emoção pura: Bernardo Paçó viveu a alegria de ser pai do pequeno Eduardo à distância, através de uma videochamada. Entre defesas, vitórias e recordes, Portugal mostrou que sabe ganhar… com coração.






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