Não foi uma vitória no marcador, acabou por ser um empate com sabor a derrota mas teve traços de uma afirmação no carácter .Portugal respondeu com alma, intensidade e coragem num duelo eletrizante frente à Noruega, que terminou empatado a 35 golos, numa das partidas mais emocionantes desta Main Round do Europeu de Andebol.

Depois dos desaires frente a Alemanha e França, os Heróis do Mar entraram em campo com algo a provar. E provaram. Desde o primeiro segundo, o jogo foi jogado a alta voltagem, com ataques rápidos, pouca margem para erro e um ritmo quase sufocante. A Noruega tentou impor-se com a habitual velocidade, mas encontrou uma seleção portuguesa concentrada, solidária e sem medo de enfrentar um dos anfitriões da prova.
Luís Frade assumiu-se como o grande farol ofensivo, somando 11 golos com uma eficácia impressionante, enquanto Diogo Valério transformou a baliza num verdadeiro muro nos momentos decisivos. Cada defesa sua incendiava o banco e mantinha Portugal vivo quando o jogo parecia fugir.
Ao intervalo, a vantagem era mínima para os nórdicos (17-18), mas a história estava longe de ficar escrita. Na segunda parte, Portugal mostrou resiliência, recuperou desvantagens, passou para a frente do marcador e chegou mesmo a sonhar com algo mais. Houve momentos de domínio, outros de sofrimento, exclusões, falhanços, nervos à flor da pele — tudo o que faz deste jogo um espetáculo único.
Nos minutos finais, com o marcador sempre colado, o empate acabou por espelhar a entrega das duas equipas. Portugal teve bola para ganhar, a Noruega também, mas ninguém conseguiu o golpe final. Soou a buzina. 35-35. Pontos divididos, orgulho multiplicado.
A seleção nacional soma agora três pontos e vira atenções para o último desafio da Main Round, esta quarta-feira. O apuramento já não depende apenas de si.






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