Havia algo diferente no deste derbi no Estádio do Dragão. Não era apenas mais um clássico. Era Taça de Portugal, era tudo ou nada, era o tipo de jogo onde não existe amanhã para quem falha. Porto e Benfica entraram em campo com essa certeza cravada no olhar.

O Benfica vinha de um inicio de ano difícil, os comandados de Jose Mourinho viram a Taça da Liga escapar apos uma derrota diante do Braga no ultimo fim de semana. Na equipa da casa os dragões tinham o recém chegado brasileiro Thiago Silva (ex Milan, Chelsea e Psg) como titular na defesa azul e branca no regresso após 20 anos da sua primeira passagem pelo clube da cidade invicta

Com as bancadas praticamente cheias e um ambiente elétrico, o dérbi começou tenso, disputado centímetro a centímetro, como manda a história. O Benfica tentou assumir a iniciativa nos primeiros minutos e até criou perigo inicial, mas rapidamente o jogo ganhou a marca da casa: intensidade, agressividade e eficácia portista.
O momento decisivo surgiu numa bola parada. Era a terceira consecutiva. Um canto bem batido por Gabri Veiga encontrou Bednarek que num salto imperial na área colocou a bola a beijar as redes. O Dragão explodiu. O FC Porto estava na frente e, a partir daí, passou a controlar o jogo com frieza e maturidade. Os azuis e brancos sentiram o sangue e carregaram, obrigando o guarda-redes encarnado a várias intervenções decisivas que evitaram números mais pesados ainda antes do intervalo.

O Benfica reagiu como pôde, apostando em transições rápidas e procurando explorar erros adversários. Teve oportunidades, algumas claras, mas faltou discernimento no último toque. Quando a bola não entra, a ansiedade cresce e foi isso que se viu numa equipa encarnada mais precipitada do que inspirada.
A segunda parte trouxe um Benfica mais ousado, empurrado pela necessidade. Tentou, insistiu, rematou, mas encontrou sempre um FC Porto organizado, compacto e confortável a defender a vantagem. Do outro lado, os dragões iam espreitando o golpe final, sem nunca perder o equilíbrio.

O momento que podia ter mudado tudo surgiu já perto do fim. Um cruzamento perfeito, um avançado isolado à boca da baliza… e o falhanço, parecia que o destino já estava traçado e nada havia a fazer.
Até Trubin que subiu para o pontape de canto e cabecou muito perto do golo. O resultado manteve-se, o Benfica fica pelo caminho e o Porto carimba a passagem as semi finais da taça.
O apito final confirmou o que o jogo foi contando ao longo dos 90 minutos: o FC Porto seguiu em frente com mérito, eficácia e cabeça fria. O Benfica ficou pelo caminho, novamente afastado de uma competição que podia salvar a época.
Os dragões, líderes do campeonato, continuam a dar sinais de solidez e consistência, avançando para as meias-finais da Taça com a confiança de quem sabe o que faz. Já para o Benfica, o cenário é cada vez mais pesado: fora da Taça da Liga, eliminado da Taça de Portugal e com o campeonato a fugir, o futuro próximo promete mais perguntas do que respostas.
Agora o Porto vai enfrentar na semi final a surpresa da Taça, o Fafe que derrotou o Braga mas antes de aqui chegar já tinha deixado para trás outras duas equipas da primeira liga, o Moreirense e o Arouca. Já o Torrense de defrontou e venceu o Leiria vai enfrentar o vencedor do encontro entre AVS





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