O futebol costuma decidir-se com golos, tácticas e emoção. Mas, desta vez, no campeonato francês feminino, a história escreveu-se longe das quatro linhas entre formulários, prazos e carimbos.



O Paris Saint-Germain Women foi severamente penalizado por ter utilizado a jogadora canadiana Florian sem que estivesse, à data, concluído o Certificado Internacional de Transferência. Um detalhe administrativo que acabou por ter um impacto devastador na época do clube parisiense.

O alerta surgiu após a vitória convincente por 4-0 frente ao Fleury, a 8 de Novembro, num jogo a contar para a sétima jornada da Liga, onde o clube derrotado fez suar o alarme. Só mais tarde se percebeu que a documentação da atleta apenas ficou regularizada a 15 de Dezembro. A grande questão passou então a ser esta: o atraso foi responsabilidade da Federação Francesa ou um erro interno do PSG?

Caso se comprovasse a segunda hipótese, o regulamento era claro, o Fleury teria direito aos três pontos da partida que perdeu em campo. E assim aconteceu. Pior ainda: esse não foi um caso isolado. A jogadora participou em vários encontros durante o período irregular, o que levou a uma decisão pesada e sem precedentes na época.

A sentença caiu como um trovão: nove pontos retirados ao PSG Women.

De um momento para o outro, três vitórias transformaram-se em três derrotas administrativas. O clube, que só perdeu um jogo dentro das quatro linhas durante toda a temporada, viu-se atirado para o quinto lugar da tabela. Não por falhar passes, não por sofrer golos, mas por falhar prazos.

O PSG considera o castigo completamente desproporcionado e não concordam com a decisão.

O futebol pode ser duro, mas quando a secretária ganha ao relvado, algo está claramente fora de jogo.

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