O Arsenal decidiu segurar o leme e confiar no caminho que tem vindo a dar frutos. Renée Slegers vai continuar a liderar a equipa feminina dos Gunners, depois de assinar um novo contrato válido até ao final da época 2028/2029, numa clara demonstração de ambição e continuidade por parte do clube londrino.

Foto: Ana Grifus (@ana.grifus)



A neerlandesa de 36 anos tornou-se rapidamente uma das figuras centrais do projeto. Chegou a Londres no verão de 2023 como treinadora-adjunta, assumiu o comando numa fase delicada após a saída de Jonas Eidevall e transformou a oportunidade num momento histórico. Poucos meses depois de ser confirmada como treinadora principal, Slegers conduziu o Arsenal à glória europeia, vencendo o Barcelona por 1-0 na final da Liga dos Campeões, disputada na capital portuguesa em maio, um triunfo que ficará gravado na memória dos adeptos.

A ascensão foi meteórica, mas sustentada. Antes de chegar a Inglaterra, Slegers já tinha deixado marca na Suécia, ao serviço do Rosengård, onde conquistou dois campeonatos consecutivos. No Arsenal, manteve a equipa invicta em casa na WSL durante largos meses, levou o clube ao segundo lugar na temporada 2024/25 e, atualmente, segue na luta pelo título, ocupando o terceiro posto da liga, a curta distância de Chelsea e Manchester City.

Em declarações após a renovação, a treinadora não escondeu a emoção:

“Acredito profundamente neste projeto e em tudo o que ainda podemos conquistar juntos. Este clube tem um significado especial para mim e partilhar este percurso com jogadoras, equipa técnica e adeptos é um privilégio enorme.”

Slegers deixou ainda uma palavra especial para os fãs, sublinhando o impacto do apoio sentido dentro e fora de casa, seja no Emirates, no Meadow Park ou nas deslocações europeias.

O novo ciclo começa já com um teste de fogo: o Arsenal recebe o Manchester United no próximo sábado, num duelo direto entre candidatos aos lugares cimeiros. Com estabilidade no banco e ambição renovada, os Gunners olham para o futuro com confiança e Renée Slegers como peça-chave de uma história que promete continuar a ser escrita a vermelho e branco.

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