Quando o futebol pára e o coração fala mais alto

Há momentos em que o futebol deixa de ser apenas golos, táticas e relvado. Há instantes em que o jogo abranda, o estádio silencia e a vida chama mais alto. Foi isso que aconteceu com Kyra Cooney-Cross.



A internacional australiana regressou de urgência à Austrália depois de a sua mãe, Jess, ter sido diagnosticada com colangiocarcinoma em estágio quatro ,um cancro raro, agressivo e sem cura. Perante esta notícia devastadora, a médio do Arsenal ficará fora do encontro deste sábado para estar ao lado da família, onde realmente importa estar.

Aos 23 anos, Kyra partilhou nas redes sociais uma mensagem que tocou milhares de pessoas. Com palavras simples, mas carregadas de emoção, revelou que a sua mãe ,a sua “heroína” , enfrenta uma batalha impossível. “Há poucos dias, o nosso mundo mudou para sempre”, escreveu, acompanhando o desabafo com fotografias no hospital, ao lado da mãe e das irmãs mais novas.

A reação não demorou. As Matildas, seleção feminina da Austrália, uniram-se como uma verdadeira família. Mensagens de apoio, corações, palavras de força e solidariedade inundaram a publicação. Dentro e fora de campo, Kyra não está sozinha.

A onda de carinho foi ainda mais longe. A família criou uma página no GoFundMe para ajudar a suportar os elevados custos médicos, numa tentativa de ganhar algo que não tem preço: tempo. Em apenas cinco horas, foram angariados quase 40 mil dólares, num gesto coletivo de empatia e humanidade.

Esta é uma daquelas histórias que nos lembram que, por mais brilhante que seja a carreira, há batalhas que não se jogam com chuteiras calçadas. O futebol continua, mas a vida, essa, não espera. E hoje, todo o mundo do desporto abraça Kyra Cooney-Cross não como jogadora, mas como filha.

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