Num dia em que a Madeira respirou futebol, o Marítimo escreveu mais um capítulo de ambição e confiança na Taça de Portugal. No encontro em atraso da quarta eliminatória, disputado na ilha as madeirenses impuseram-se ao Valadares Gaia e garantiram um lugar entre as oito melhores equipas da prova, sendo talvez o jogo surpresa da eliminatória

Foto: FPF



Desde o primeiro apito percebeu-se que a equipa insular entrou com uma ideia clara: mandar no jogo e resolver cedo. A pressão alta e a intensidade inicial deram frutos logo nos minutos inaugurais. Aos sete minutos, uma grande penalidade abriu caminho à vantagem, convertida com frieza por Sade Heinrichs, levando as bancadas ao rubro e dando tranquilidade à equipa da casa.

O Valadares tentou reagir, procurou assumir o jogo e esticar o ataque, mas encontrou sempre pela frente um Marítimo sólido, concentrado e emocionalmente maduro. As madeirenses souberam sofrer quando foi preciso e gerir o ritmo quando a ocasião assim o exigiu, mostrando uma maturidade competitiva que fez a diferença.

Com o relógio a avançar e as visitantes cada vez mais expostas, surgiu o golpe final. Já perto do apito final, Fatumata Sissé apareceu no sítio certo para fechar as contas e confirmar uma vitória justa, construída com inteligência e eficácia.

O triunfo não só carimba a passagem aos quartos de final da prova rainha, como reacende um duelo que já começa a ganhar contornos especiais: tal como na época passada, o Marítimo volta a medir forças com o FC Porto. Um desafio que promete emoção, intensidade e casa cheia, marcado para o dia 18 de janeiro.

Na Madeira, o sonho continua vivo. A Taça passa pela ilha e o Marítimo quer mais.

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