O verão trouxe mudanças radicais ao Barcelona feminino. Depois de várias saídas, o plantel ficou escasso, longe do tamanho necessário para enfrentar a pressão de uma época repleta de desafios. Para colmatar a lacuna, Pere Romeu teve de recorrer à equipa B e a jovens promessas da La Masia. Um movimento inteligente, mas que rapidamente se mostrou insuficiente.



As lesões não tardaram a chegar. O que já era um elenco curto tornou-se quase dramático. Hoje, o Barcelona conta com seis baixas significativas, cada uma delas uma peça crucial no xadrez da equipa.

Patri Guijardo, Salma Pararuello e Esme Brugts já estavam de fora. Durante a pausa das datas FIFA, outras três jogadoras juntaram-se à lista. A goleadora polaca Ewa Pajor, que já enfrentara uma ausência recente, recuperou rapidamente, oferecendo algum alívio à equipa. Mas as más notícias continuaram:

Kika Nazareth lesionou-se no jogo entre Portugal e Países Baixos, e ficará fora por cerca de três semanas.

Aitana Bonmatí, a atual Bola de Ouro, fraturou o perónio nos dias que antecederam a final e será afastada dos relvados por cinco meses após cirurgia bem-sucedida.

Ona Batlle sofre de problemas musculares e vai parar três semanas.




Seis baixas confirmadas até ao final do ano, muitas delas titulares indiscutíveis, num momento em que o Barcelona ainda tem cinco jogos por disputar, incluindo dois decisivos na Liga dos Campeões contra SL Benfica e Paris FC.

A equipa terá de se apoiar na experiência das veteranas e na coragem das jovens para se manter firme. Ao mesmo tempo, existe uma preocupação constante em proteger as jogadoras disponíveis, evitando que mais lesões agravem a situação.

A realidade atual é consequência de decisões de verão: várias saídas e apenas uma contratação significativa, Laia Alexandri. O cenário era previsível, mas a gravidade da crise evidencia agora o verdadeiro teste à resiliência blaugrana.

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