Portugal começou o jogo ao ataque e mostrou cedo que queria mandar , aos 4 minutos, Telma Encarnação quase abriu o marcador: recebeu no coração da área e rematou forte, obrigando Lize Kop a uma defesa difícil. A primeira grande ocasião do jogo foi portuguesa e deixou as bancadas em alerta.



Mas aos 33 minutos, tudo mudou.
Num lance dividido, Kika Nazareth sofreu um pisão feio e caiu no relvado e teve de ser substituída.Andreia Jacinto entrou para ocupar o lugar da jogadora do Barcelona.

A meio deste abalo os Países Baixos mostraram a eficácia que definiu a primeira parte: os únicos dois remates deram origem a dois golos, ambos em minutos consecutivos, aproveitando falhas momentâneas na organização portuguesa. Primeiro Chasity Grant aos 21 e logo em seguida em menos de 2 minutos Lynn Wilms aos 23, ambas jogadoras do Aston Villa
Portugal ficava a perder 0-2, de forma tão injusta quanto dura.

Mas as Navegadoras não caem sem lutar. E aos poucos voltaram a crescer.

Perto do intervalo, numa jogada cheia de alma, passes rápidos, boa ligação de equipa e leitura de jogo, Telma Encarnação abriu para Beatriz Fonseca, que cruzou com precisão cirúrgica para o centro da área onde Andreia Faria apareceu a voar entre centrais e cabeceou com autoridade para o 2-1.
A Pedreira explodiu. Portugal regressava ao jogo antes do descanso.

Na segunda metade, as comandadas de Francisco Neto assumiram a superioridade, mais oportunidade, mais remates. Aos 57 minutos, Telma Encarnação voltou a estar perto do empate com um cabeceamento que passou a milímetros do poste daqueles que deixam um estádio inteiro com as mãos na cabeça.

Aos 60 minutos Lúcia Alves foi chamada a jogo e tratou de fazer logo das suas incendiando imediatamente o corredor, ganhando espaço e aproveitou para disparae um remate perigoso à baliza neerlandesa e trouxe profundidade e velocidade.

Houve ainda espaço para um momento especial:
Érica Cancelinha, jogadora do Sporting, estreou-se pela Seleção A.

Portugal somou mais posse em vários momentos,  mais recuperação de bola, mais combinações e mais vontade.
Faltou aquilo que separa as vitórias das injustiças: finalizar.

As neerlandesas, eficazes na primeira parte, sobreviveram à avalanche portuguesa na segunda e seguraram o resultado até ao fim.

O 2-1 castiga uma Seleção que fez de tudo para empatar e até virar. Teve oportunidades, teve alma, teve público…

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