No frio escocês do Petershill Park, o coração verde e branco bateu mais forte. O Sporting empatou a uma bola frente ao Glasgow City, num duelo vibrante que deixou tudo por decidir para a segunda mão em Alcochete. Foi um jogo de garra, fé e resposta à altura do símbolo que carregam ao peito.

O início foi agreste. As escocesas, empurradas pelo público e pela sua intensidade característica, entraram melhor e adiantaram-se aos 20 minutos. Natalia Wróbel aproveitou uma bola perdida na área leonina e fez o 1-0, gelando momentaneamente a alma sportinguista. Mas o leão nunca se rende e o Sporting provou isso.
A equipa de Micael Sequeira foi crescendo, demorou a encontrar o seu ritmo, mas quando o fez, dominou. Flor Bonsegundo acertou no ferro, Daniela Arques obrigou a guarda-redes Lee Gibson a uma defesa monumental, e as oportunidades começaram a chover. O empate parecia uma questão de tempo e chegou, com assinatura de artista.
Aos 75 minutos, Telma Encarnação surgiu como uma faísca de inspiração. Cruzamento de Daniela Arques, bola tensa para o segundo poste, e Telma, de primeira, assinou um belo golo. Um golpe de classe, um grito de alma. O 1-1 fazia justiça ao domínio leonino e deixava o sonho europeu vivo.
Até ao apito final, o Sporting acreditou. Maísa Correia esteve perto de virar o marcador nos minutos finais, mas a defesa do Glasgow impediu o golpe final. Ainda assim, o empate teve sabor agridoce: sabor de quem foi melhor, mas quer mais.
Agora, a história segue para casa. Na próxima quarta-feira, no Estádio Aurélio Pereira, em Alcochete, as leoas vão ter o rugido dos seus adeptos a empurrá-las para os quartos de final da UEFA Women’s Europa Cup.






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