A Cidade do Futebol acordou com cheiro a regresso. Depois de uma pausa, a Seleção Nacional Feminina Sub-16 voltou à competição como quem volta a um lugar onde sabe que pertence. E regressou da melhor forma: com uma vitória por 2-1 sobre a Suíça, num jogo cheio de personalidade, coragem e talento de gente nova que joga como gente grande.

Foto: FPF (site 11/11/2025)



Portugal entrou em campo como quem diz “estamos aqui para mandar”. Linha subida, pressão asfixiante, bola a circular com fome de golo. O primeiro momento de festa nasceu de uma insistência pela direita, guiada por Iara Saraiva, cujo cruzamento venenoso acabou desviado pela suíça Mara Arnold para a própria baliza. Um golo sem assinatura direta portuguesa, mas criado pelo talento de Iara.

Mas o futebol, esse malandro que adora reescrever histórias, devolveu o empate antes do intervalo novamente através de um autogolo, desta vez de Marta Bartolomeu, numa infelicidade que deixou tudo em aberto para a segunda parte.

E então veio o recomeço e com ele, outro Portugal. Um Portugal mais alto, mais atrevido, a morder os calcanhares da saída de bola suíça. Foi dessa fúria organizada que nasceu o momento-chave: Mariana Ferreira foi derrubada na área e, com a serenidade madura de quem carrega a equipa no olhar, tomou conta da bola e transformou o penálti com frieza, devolvendo a vantagem a Portugal.

O resto foi coração. A Suíça cresceu na procura do empate, mas encontrou uma muralha chamada Raquel Cunha, que segurou duas defesas gigantes, tão valiosas como golos, uma das figuras chave do encontro. Na frente ainda houve tempo para mais jogadas perigosas da equipa das quinas que quase fez o 3-1.

Assim terminou este primeiro capítulo entre Portugal e Suíça. O segundo escreve-se já na quinta-feira, outra vez na Cidade do Futebol. Se vierem com a mesma fibra, o apito pode soar descansado que elas tratam  do resto.

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