Há lances que não aparecem nos relatórios de jogo, mas ficam tatuados na memória. O momento em que Marta, com a serenidade de uma lenda, entregou a bola a Luana para bater o penálti foi um deles. Não houve palavras, apenas um gesto silencioso.



Luana respirou fundo. Só ela sabe o peso daquele instante. Meses antes, o relvado parecia um sonho distante enquanto lutava contra o cancro.Agora estava ali, com a bola nos pés, o estádio à espera e o coração a correr mais depressa do que as pernas.

Correu, chutou… e marcou.
A explosão de alegria não foi apenas do Orlando Pride, nem apenas pelos playoffs da NWSL. Foi dela. Foi de quem a viu cair e levantar-se. Foi de todos os que, mesmo sem a conhecer, encontraram na sua história uma faísca de esperança.

2-0 diante do Seattle Reign, mas poderia ter sido 10-0 que nada mudaria: o verdadeiro golo foi o dela. O regresso, a superação, o sorriso depois da tempestade.

Isto é o que o futebol faz quando decide ser grande: transforma um simples penálti numa celebração da vida. E lembra-nos, de forma quase poética, porque é que continuamos apaixonados por este jogo.

Declarações Luana:
“É uma loucura. Há um ano eu nem sequer sabia se voltaria a jogar futebol e agora estou aqui. Nada é impossível.”

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