Em Vila do Conde respirou-se futebol e intensidade. Rio Ave e Marítimo entraram em campo para saldar a dívida da primeira jornada um duelo adiado logo à nascença da temporada por razões logísticas, a equipa madeirense não conseguiu chegar ao continente a tempo, num calendário apertado e sem margem para voos de última hora finalmente ganhou palco, alma e emoção.

E que jogo foi este. Um empate com sabor a tudo: raiva, esperança, surpresa e, no fim, um ligeiro travo amargo para quem tanto correu atrás da vitória.
Logo aos 4 minutos, o destino quis agitar as águas. Carlota Cristo foi travada em falta dentro da área, e o VAR entrou em ação. Minutos de suspense, respirações suspensas nas bancadas. A decisão chegou: penálti. Com a calma dos que sabem o que fazem, Madison Wolfbauer bateu com classe e fez o 1-0 aos 11’, deixando o Rio Ave em vantagem e o público de Vila do Conde a acreditar numa estreia perfeita.
Durante toda a primeira parte, as vilacondenses comandaram o ritmo. Foram equipa, foram posse, foram vontade. Faltou apenas transformar o domínio em conforto no marcador.
Na segunda parte, o Marítimo levantou a cabeça e mostrou porque é sempre adversário difícil. Sem medo de subir no terreno, começou a empurrar o Rio Ave para trás. Ainda assim, a melhor oportunidade foi novamente das da casa: um cabeceamento de Ana Carolina Ferreira aos 70’ que obrigou Nicole Panis a uma defesa de instinto uma daquelas que valem pontos.
E quando o relógio já pedia o apito final, o futebol mostrou a sua velha ironia. Aos 91 minutos, Sara Ferreira apareceu para empatar. Um toque simples, mas devastador, confirmado pelo VAR e sentido por todo o estádio.
O Rio Ave sai com a sensação de ter deixado escapar algo mais. O Marítimo, com o orgulho de quem soube aguentar, viajar e lutar até ao último sopro.






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