O início da noite em Málaga foi puro simbolismo. Fridolina Rolfö, estrela sueca e antiga jogadora do Barcelona, entregou a bola de ouro a Aitana Bonmatí, que a ergueu diante de um estádio em êxtase. Nas bancadas, Ingrid Engen, também antiga jogadora do Barcelona, aplaudia o regresso da companheira Mapi León à seleção, num reencontro de emoções que antecedia o espetáculo.

E que espetáculo. Logo aos 11 minutos, Alexia Putellas fez o impossível parecer fácil: um livre direto, um toque de esquerda e um míssil teleguiado ao ângulo. A bola beijou as redes e deixou Jennifer Falk imóvel, Málaga explodiu num grito de orgulho e admiração.
A festa sofreu um susto aos 27 minutos: Salma Paralluelo caiu num lance duro e saiu em lágrimas, visivelmente magoada deixando os adeptos preocupados com a possível gravidade. O estádio silenciou-se, até que Clàudia Pina entrou… e mudou tudo como já é seu costume fazer. Mal tocou na bola, rematou cruzado após passe de Ona Batlle, 2-0 e o delírio voltou às bancadas.
Antes do intervalo, Alexia voltou a fazer das suas, aproveitando um ressalto para marcar o 3-0 e somar o 39.º golo pela seleção espanhola, ultrapassando Vero Boquete e tornando-se a segunda melhor marcadora da história de Espanha, apenas atrás de Jenni Hermoso. É uma nota…ela não é avançada. Mas recordes por golos é algo que já faz parte da identidade de Alexia.

Na segunda parte, o domínio foi total. Espanha trocava a bola com classe, com confiança, com alma. A Suécia resistia como podia, mas quando o jogo já se despedia, Clàudia Pina voltou a aparecer ,toque de primeira, golo de pura arte e fechou a goleada por 4-0.
Na estreia de Sonia Bermúdez como selecionadora, a Espanha mostrou porque é campeã do mundo: futebol bonito, intensidade e emoção em cada toque.
Na próxima terça-feira, na Suécia, será tempo da segunda mão. Mas em Málaga, ficou escrito em letras de ouro






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