Foi uma noite que ninguém no Estádio Municipal de Braga esquecerá tão cedo. Depois do empate na Bélgica, o SC Braga recebia o Anderlecht com a esperança viva de continuar a sua caminhada europeia. Durante 120 minutos, o relvado foi palco de emoção, entrega e um final de cortar o coração ,decidido apenas no último suspiro do prolongamento.

O encontro começou com o Anderlecht a assumir as rédeas, impondo o seu ritmo e criando perigo. No entanto, foi o Braga quem soltou o primeiro grito de golo: aos 17 minutos, Malu Schmidt converteu com classe uma grande penalidade e incendiou as bancadas. As belgas reagiram antes do intervalo, com Luna Vanzeir a empatar num belo toque técnico após passe de Kristjánsdóttir.
A segunda parte foi um duelo de nervos e garra. O Anderlecht manteve o domínio da bola, mas as gverreiras do Minho mostraram alma e crença. Cristiana Vieira voltou a colocar o Braga em vantagem aos 95 minutos, reacendendo a chama do sonho europeu. Porém, o destino tinha outros planos. Amélie Delabre, incansável, restabeleceu o empate aos 105 minutos e, já ao cair do pano, voltou a ser a heroína improvável.
Aos 120 minutos, um lance infeliz de Patrícia Morais ditou o 3-2 final e a eliminação das arsenalistas. O grito preso na garganta transformou-se em silêncio, o silêncio de quem lutou até ao fim e deixou tudo em campo.
Com esta vitória, o Anderlecht segue para os oitavos-de-final da UEFA Women’s Europa Cup, enquanto o SC Braga se despede da aventura europeia de cabeça erguida. Agora, o foco vira-se para as batalhas nacionais, onde a equipa de Marwin Bolz promete continuar a lutar com a mesma paixão e coragem que mostrou esta noite inesquecível.






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