Foram 634 dias de silêncio. 634 dias de ausência, de dor, de esperança suspensa. O mundo do futebol parecia mais pobre sem aquele sorriso que contagia, sem os golos que pareciam inevitáveis sempre que Sam Kerr tocava na bola.

Mas o destino gosta de escrever regressos épicos. E este sábado, no Villa Park, a história voltou a ganhar cor: Sam Kerr regressou. Não apenas regressou… voltou a marcar. E não um golo qualquer , o seu centésimo com a camisola do Chelsea.
Entrou já perto do fim, quando o jogo ainda respirava tensão. Quinze minutos para provar que os números não são mais fortes do que o coração. E, como se fosse um guião de cinema, a australiana encontrou a bola perdida na área e empurrou-a para dentro da baliza. Estava escrito. Estava destinado.A explosão foi imediata: as colegas envolveram-na, a bancada sentiu que estava a presenciar um momento maior do que o resultado.
O futebol não é só sobre vitórias, é sobre estas histórias de resiliência, de levantar-se depois da queda, de transformar um calvário em apoteose.Kerr precisou de apenas 128 jogos para chegar aos 100 golos pelo Chelsea. Mas este, mais do que todos os outros, ficará tatuado na memória. Não apenas pela marca, mas pelo que simboliza: a volta da guerreira, da referência, da lenda viva.
O apito final confirmou a vitória das Blues por 3-1 sobre o Aston Villa, mas foi Sam Kerr quem conquistou a noite. Porque há golos que valem mais do que três pontos, valem a eternidade.





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