O dia em que o número 13 deixou de ser apenas um número Há datas que ficam gravadas na memória coletiva, mesmo que o calendário insista em avançar.

Foto: San Diego Waves no X

Um ano depois de calçar as chuteiras pela última vez, Alex Morgan voltou ao relvado onde tantas vezes fez a diferença. Não para jogar. Desta vez, o palco era outro: o Snapdragon Stadium encheu-se para lhe prestar uma homenagem eterna.

O San Diego Wave decidiu que a camisola 13 nunca mais será usada. Pertence a Morgan e à sua história. A primeira vez que o clube aposenta um número, e logo o da jogadora que transformou o impossível em rotina.No relvado, antes do apito inicial, as colegas entraram com a camisola que foi símbolo de golos, títulos e esperança.

Nas bancadas, a multidão gritava “Alex Morgan” como se o tempo tivesse parado. No painel gigante, rostos conhecidos como treinadores e ompanheiras surgiram para agradecer. Mas foi a voz mais pequena, a da sua filha de cinco anos, que desarmou todos: “Amo-te, mãe. Tenho tanto orgulho em ti.”

Morgan subiu ao pódio com lágrimas nos olhos, a agradecer a família, amigos, adeptos. Foi a despedida oficial da jogadora, mas não da mulher que continua a abrir caminhos. Desde que pendurou as chuteiras, tornou-se investidora do Wave, empresária e fundadora de uma fundação que apoia mulheres e atletas. Continua a marcar golos, mas agora fora de campo.

Entre troféus conquistados com o Wave, glórias mundiais com a seleção dos EUA e recordes pessoais que a colocam entre as maiores de sempre, Alex Morgan é muito mais do que números. O 13 que agora brilha suspenso no estádio é símbolo disso mesmo: de coragem, de sonhos tornados realidade e de um legado que ultrapassa fronteiras.

Porque Alex Morgan pode ter saído de cena, mas o seu 13 vai continuar para sempre a ser referência de uma lenda dentro das quatro linhas

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