Estamos em plena reta final de agosto, supostamente a poucos dias do arranque da Liga BPI 2025/26, mas quem olha para o calendário encontra apenas… um vazio. O campeonato que devia começar a 14 de setembro continua sem agenda, sem rumo claro, como quem promete uma festa mas esquece-se de enviar os convites.

No meio deste turbilhão, o nome do Damaiense ecoou como um enigma. Primeiro, a exclusão: falhas nos regulamentos, inscrição recusada, portas fechadas. Depois, a surpresa: o Famalicão, que já tinha descido, foi chamado de volta à ribalta.
A novela parecia terminar aí ,mas não.A SAD do Damaiense pegou nas malas e fez-se ao caminho, trocando a Amadora pelo Algarve, com morada agora em Loulé. Apresentou recurso, bateu à porta dos tribunais, e eis que o Tribunal Central Administrativo do Sul lhes deu razão. De imediato pediram filiação na Associação de Futebol do Algarve e garantiram ter todos os papéis em ordem.
Entre incertezas, chegou finalmente uma luz: o anúncio do novo técnico. O islandês Kristján Gudmundsson é o homem escolhido para guiar a equipa na Liga BPI, e o clube não hesita em afirmar que vai mesmo a jogo na temporada 25/26.
“A Damaiense SAD contratou o técnico islandês, de 60 anos, detentor do nível UEFA PRO, para abraçar o desafio de orientar a equipa na Liga BPI 2025/26…”
O problema? A FPF continua mergulhada num silêncio ensurdecedor. O plano inicial apontava para um campeonato com menos equipas, de 12 passaria para 10. No entanto, o cenário atual é um quebra-cabeças: o Famalicão já foi repescado, não pode voltar a ser afastado, e com o Damaiense a bater o pé, tudo indica que a temporada arranque com 11 formações.
A questão que paira agora é, quando haverá um pronunciamento ou esclarecimento por parte das entidades competentes? E quando haverá calendário? O relógio está a contar





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