Aos 21 anos, a média Leonor Seiça toma uma decisão que poucos imaginariam ver chegar tão cedo.

Leonor Seiça in social midia

Depois de uma trajetória feita de formação no Torrense e no Benfica,clube onde se sagrou campeã nacional de sub-19 , e uma última temporada vivida no Amora, passando ainda pela Liga BPI com as cores do Atlético Ouriense, a jovem jogadora anunciou nas redes sociais que diz adeus ao futebol.

Um adeus emocionado, que se lê com o coração apertado.“9 anos não são 9 dias”, começa por escrever. E não são mesmo. São quase uma década de entrega, sacrifício e paixão, onde cada treino e cada jogo moldaram muito mais do que uma atleta ,fizeram crescer uma mulher.

“Despeço-me de ti, futebol. O meu primeiro grande amor, que tanta felicidade e tristeza me conseguiu proporcionar.”

Numa carta aberta, onde a bola é tratada com a ternura de um amor antigo, Leonor revela a maturidade rara de quem sabe que os ciclos se fecham, não por fraqueza, mas por coragem.

“Mol­daste-me como pessoa e ensinaste-me o significado de palavras como sacrifício, resiliência, família e casa.” Palavras que, no mundo do futebol, se vivem todos os dias mas que, ditas por quem agora as deixa, ganham um eco especial.

Não foi uma despedida amarga, mas serena. Com a lucidez de quem se conhece: “Se penso que alguma dia escreveria isto? Não. Mas vou de consciência tranquila de que arrisco no caminho que acredito ser a minha felicidade.” E há nisso uma beleza rara: reconhecer que o futebol foi casa, mas que talvez já não seja o destino.

O post termina como um abraço apertado ao desporto que a viu crescer: “Não sei se será um adeus ou um até já, mas é certo que amar-te-ei eternamente.” E é nesta frase que se revela tudo. Porque quem viveu o futebol com o coração, mesmo que pendure as chuteiras, nunca o abandona de verdade.

Leonor Seiça encerra um capítulo cheio de páginas coloridas, de “lágrimas e gargalhadas sinceras e intensas”. Agora, começa um novo livro. E se for tão bonito quanto o primeiro, o futuro só pode ser promissor.

Boa sorte, Leonor. O futebol fica-te grato. E nós também.

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