O palco era grandioso, o desafio imenso. A Seleção Nacional Feminina de Portugal enfrentou esta sexta-feira uma das potências do futebol europeu, a Inglaterra, numa partida crucial da Liga das Nações. O desfecho? Um duro revés por 6-0, que ficará certamente gravado na memória como uma das noites mais difíceis da era recente das “Navegadoras”.

Após o honroso empate na primeira volta, em Portimão, havia esperança de repetir a proeza ou pelo menos discutir o resultado. Mas, em solo britânico, o guião foi outro. A Inglaterra entrou com tudo e, antes dos 10 minutos, já tinha marcado dois golos: Beever-Jones abriu o marcador logo aos 3 minutos, e Lucy Bronze aproveitou um desvio infeliz de Inês Pereira para fazer o 2-0 aos 5.

Portugal até tentou responder. Fátima Pinto conseguiu criar perigo, e Andreia Norton acertou no poste com um cabeceamento. Mas a reação ficou-se por aí. A avalanche inglesa continuou impiedosa: Mead marcou aos 29 minutos, e Beever-Jones, em tarde inspirada, completou um hat-trick fulminante com golos aos 26 e 33. Ao intervalo, o marcador já espelhava um pesadelo: 5-0.

Na segunda parte, mesmo com alterações na equipa com entradas de Jéssica Silva, Andreia Faria e a estreia de Carolina Correia, a história não mudou muito. A Inglaterra continuou a controlar o jogo com autoridade e ainda encontrou tempo e espaço para o sexto golo, apontado por Chloe Kelly aos 62 minutos.

Com esta derrota, Portugal mantém o 3.º lugar do grupo, mas apenas com um ponto de vantagem sobre a Bélgica. Tudo será decidido na última jornada, terça-feira, no Estádio do Marítimo, no Funchal, frente à seleção belga. Um empate basta para garantir o acesso ao play-off de manutenção na Liga A da Liga das Nações. A derrota, no entanto, significará a queda para a Liga B.

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