Às vésperas de um dos maiores desafios da sua história recente, o Arsenal feminino prepara-se para enfrentar o todo-poderoso Barcelona nas meias-finais da Liga dos Campeões, este sábado.

Apesar da grandeza do adversário, a treinadora Renee Slegers recusa baixar os braços e acredita firmemente que a sua equipa pode protagonizar uma das maiores surpresas da época.
“Sabemos com quem vamos jogar. O Barcelona é um colosso, tem estado em seis das últimas sete finais e levantou o troféu três vezes. Mas nós estamos aqui com humildade, sim, mas também com ambição. Queremos vencer. E vamos lutar até ao fim por isso”
A treinadora sueca, de 36 anos, sabe que o desafio é colossal, mas sublinha o espírito de grupo e a confiança no trabalho realizado:“Chegar até aqui exigiu coragem, disciplina e uma fé inabalável em nós mesmas. Não foi só talento foi suor, sacrifício e união. Esta equipa merece estar nesta final. Somos uma família.”Lições do passado, olhos no futuro.
Para inspirar ainda mais as jogadoras, o plantel teve um almoço especial com as heroínas da histórica conquista da Taça UEFA de 2007 a única vez que o Arsenal ergueu o troféu europeu. A atacante Alessia Russo descreveu o momento como comovente:“Foi incrível ouvir as histórias dessas mulheres. Sentimos a responsabilidade de dar continuidade a esse legado. Este clube respira ambição e vitórias e queremos escrever o nosso próprio capítulo de glória.”
Em excelente forma, Russo tem sido uma das principais figuras da equipa, com sete golos na competição ficando apenas atrás de Claudia Pina, do Barcelona, na lista de melhores marcadoras.
“Sabemos bem o que nos espera, mas também conhecemos o nosso valor. O que fizemos em Lyon (vitória por 4-1 fora de casa, após uma derrota no primeiro jogo) foi uma prova da nossa força. Aquela exibição tornou-se o nosso novo padrão. É com essa atitude que vamos encarar este desafio.”
A capitã Kim Little, uma referência da equipa e protagonista em confrontos antigos contra o Barcelona, recorda com carinho o passado e olha com entusiasmo para o presente:“Marquei num dos jogos contra elas em 2012. São memórias bonitas… mas quero criar novas. Amanhã é o dia de construir algo ainda maior.”
O Arsenal chega como outsider, mas com o coração cheio de sonhos e a determinação de quem sabe que as histórias épicas são escritas por quem ousa acreditar. Frente a frente com um dos maiores clubes do mundo, as “Gunners” prometem lutar com tudo porque, como diz Slegers, “não estamos aqui só para participar. Estamos aqui para vencer.”






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